terça-feira, 21 de junho de 2016

A história de Rafael Bitencourt, ex-integrante do Toque no Altar

Rafael Bitencourt, autor de várias músicas do ministério Toque no Altar, conta seu testemunho de vida e diz que se prepara para somar aos irmãos da IBL.
Rafael Bitencourt 1
“Venho de uma família de cinco filhos e muito humilde. Ninguém na minha casa era cristão. Lembro-me de que fui acometido com meningite aos 15 anos. Fiquei desenganado pelos médicos. Perdi todos os meus movimentos, a visão e também não conseguia falar. Estava em fase terminal da doença. Em meio ao meu desespero na UTI, lembrei-me da minha tia cristã. Pensei comigo mesmo: ‘Os crentes oram e acontecem, então vou pedir para o Deus da minha tia me curar’.
Deus ouviu minha oração e fui curado instantaneamente. No mesmo momento, resolvi entregar minha vida para Cristo. Os médicos ficaram impressionados e desacreditados do meu milagre. Pediram para que eu ficasse durante algumas semanas no hospital, em observação. Minha tia veio me visitar e depois de ter contado o milagre, ela me presenteou com uma bíblia.
Aproveitei aqueles momentos no hospital para falar de Jesus aos outros pacientes. Todos viram que de fato estava curado. Retornei à minha casa, e a primeira coisa que fiz foi contar ao meu pai o milagre que recebi. Ele era adepto à Umbanda, mas quando contei o que Deus fez por mim, ele se rendeu a Jesus. “Se foi Jesus que fez isso na sua vida, também quero esse Deus para mim”, disse ao entregar a vida ao Senhor.
Depois me batizei junto com minha mãe e meus irmãos. Foi maravilhoso. Comecei minha caminhada na fé com experiências maravilhosas. Recordo-me que enquanto orava, Deus me dava canções lindas. Passei a congregar em uma pequena igreja e a ajudar no louvor. Comecei a perceber que o meu ministério estava ligado à música. Porém, mesmo que eu cantasse, nunca almejei ser um cantor profissional, queria trilhar carreira em outra área que pudesse sustentar a minha família e nos dar um futuro melhor. Por isso, fiz geografia e meio ambiente pela PUC do Rio de Janeiro. Fiz concurso e passei.Rafael Bitencourt (8 de 9) 5
Havia algumas músicas compostas por mim e resolvi gravá-las em um CD caseiro, para não esquecê-las. Um amigo meu pegou esse CD e mostrou para o assessor do pastor Marcus Gregório, da Igreja de Nova Iguaçu. Ele me ouviu e me chamou para fazer parte do ministério Toque no Altar.
Uma semana antes de tudo isso acontecer, outro amigo teve uma visão comigo e me viu em frente a uma grande porta dourada, pela qual eu tinha medo de entrar. Julguei que seria o concurso, porque era algo tão almejado por mim. No entanto, depois compreendi que era o ministério de louvor.
Para mim foi muito difícil, porque vim de uma família humilde e estava prestes a largar algo estável para viver pela fé no ministério. Foi complicado, porque a fé sempre conflita com a realidade, mas decidi abrir mão de tudo.
Deus começou a suprir minhas necessidades e a me honrar no ministério que ele chamou. A passagem descrita em Jeremias 11 passou a ser minha promessa de fé.
Nem sempre as coisas acontecem da forma como imaginamos, mas Deus sempre tem o fim perfeito para nossas vidas. Ele direciona, mas precisamos decidir fazer a vontade dele. A partir do momento que decidi fazer a vontade de Deus, as músicas brotaram dentro de mim. O Senhor começou a jorrar suas canções em meu coração.
Nesse ministério compus várias músicas como: “Vou viver uma virada”; “Deus do Impossível”; “Não recuarei”. Depois de três anos fui direcionado a outros projetos. Já gravei três CDs, um DVD e um CD solo. Hoje estou vindo para IBL e serei acompanhado pelo pastor Márcio Valadão, e uma vez por mês farei uma participação juntamente à Mocidade. Acredito que será um tempo maravilhoso”’.

 Texto: Érica Fernandes e Thaís Silva
Por erica

“Mas tenho escolhido lutar”, diz Danielle Jordão sobre o câncer

 congresso 5

Responsável pela pintura que leva a capa do CD/DVD “Nos Braços do Pai” do ministério de Louvor Diante do Trono, Danielle Jordão é uma importante artista plástica no espaço cristão.  Ela já produziu mais de 20 capas de CDs e livros entre elas a capa do cantor Chris Durán, Fernanda Brum, Nova Geração. Ela também foi a responsável por no último mês produzir a imagem que ilustra o Congresso de Mulheres Diante do Trono com mais de 10 mil participantes. Durante o evento realizado no Expominas, Danielle compartilhou entre lágrimas, sua dura batalha contra o câncer e como Deus tem feito maravilhas nesse tempo difícil. Abaixo ela conta em detalhes sua história.
“Há dois anos começou a minha mais ferrenha e dura batalha. Primeiro quebrei o fêmur na Prefeitura Municipal de Barra Mansa. Vendia software de gestão para grandes empresas e governo. Em um desequilíbrio, o meu fêmur esquerdo se partiu de cima abaixo. A dor era alucinante! Passei pela primeira cirurgia e coloquei uma órtese e 11 parafusos. E como fiquei de fraldas, para não menstruar, tomei pílula anticoncepcional.
Em dois meses a minha mama direita ficou como uma pedra de tão deformada. Então fui ao mastologista e ele pediu a biópsia. No dia seguinte, muito abalada pela consulta, caí de muletas em casa por causa de uma gota d’água no chão. Quatro meses depois da primeira cirurgia, quebrei o fêmur novamente! E como já teria que fazer a biópsia da mama, foi pedido também a biópsia dos ossos. Foi então que no dia 26 de dezembro de 2011, recebi o diagnóstico de câncer de mama com metástase nos ossos.

 Danielle e o filho 2 DANIELE E SEU FILHO


Foi como se o mundo pesasse sobre mim, era uma angústia que me esmagava. Não conseguia sair da cama, até por que só sairia se fosse para a cadeira de rodas. Fiquei arrasada! Eu não queria acreditar. O meu desespero me levou a dizer a Deus: “Pai eu não dou conta de ficar mutilada e sem cabelos, quero muito o milagre. Se não for o milagre, me leva!”
No dia seguinte, me sentia como se não tivesse nada! Senti uma mudança dentro de mim e a angústia foi tirada de mim. Neste momento, compreendi que Ele resolveu me curar. Dar-me mais anos de vida como fez com o Rei Ezequias (2 Reis 20. 1 a 6). Não vou dizer que nunca mais senti angústia, mas ela vinha e ia embora e o Eterno renovava minha força e minha mente. Sentia dores inimagináveis, fora a total dependência e humilhação provocada pelo câncer. É um processo muito duro, mas em tudo vejo a mão do Pai. Em dois meses a minha mama milagrosamente foi curada, o que para muitos era impossível.
Pouco tempo depois meu pai enfartou, ficou 21 dias na UTI e o Senhor o levou. Fiquei arrasada! Eu não podia acreditar que o Senhor havia permitido isso justo em um momento tão difícil da minha vida. Durante as minhas orações, gritava de dor na alma e falava com o Pai. Argumentava com Ele: “qual é o motivo de estar lutando tanto se o Senhor levou o meu pai.” Mas a verdade é que Deus já havia me dito que o levaria e eu não quis entender.
Danielle editada
Danielle testemunha no Congresso

Além disso, fiz os exames dos ossos e fiquei muito assustada com os resultados. Não era só o fêmur, eram também três costelas, o úmero esquerdo, base do crânio, bacia e muitas vértebras da coluna.
O fato de estar com essas lesões e estar em cima de uma cadeira de rodas por quase um ano, causaram–me bico de papagaio, hérnia de disco e pinçamento do nervo ciático. E desde janeiro deste ano fiquei tolhida na cama, sentindo dores horrorosas que pensei que já tinham passado.
É difícil tentar exprimir tantas coisas e resumir um tempo tão complexo, mas a verdade é que a dor intensa nos leva a sentir que nosso corpo é como uma prisão. Você faz de tudo e nada ameniza a dor e tudo o que você quer é sair de si mesma! Houve horas em que pensei que enlouqueceria, sem dormir com dores horrendas, escaras no corpo e sem poder me mexer e nem sair dali.


É uma guerra na mente e uma cruel batalha no corpo. Mas tenho escolhido lutar, tenho escolhido viver e fazer com que tudo o que tenho vivido possa ter algum propósito. Entendi que a verdadeira adoração é estar na mais profunda dor e desesperança e ainda assim saber e reconhecer que Deus está no controle, amá-lo e dar graças mesmo em meio ao caos.
Houve vezes, há poucos meses atrás, que eu cantava com o resto de voz que tinha e o adorava, pois, eu Sei em Quem tenho crido e Ele é fiel! Aprendi que o contrário do amor é o medo e não o desamor, o ódio. Por isso que a PALAVRA DIZ QUE O VERDADEIRO AMOR LANÇA FORA TODO MEDO! (1Jo 4.18) Eu tinha muito medo do que estava por vir, muito medo das dores que ainda poderia sentir e em todo tempo o Eterno esteve comigo e em tudo via Sua mão. E o Seu infinito amor tem-me sustentado. Eu não tenho mais medo quando sei que Ele me ama.
Tem apenas um mês que saí da cama, voltei a dirigir e pude retomar minha pintura. Ainda há muita fisioterapia, exercícios, aplicações, muitos exames a serem feitos. Mas sei que essa batalha foi vencida na Cruz e eu resolvi adorar e agradecer ao PAI pela minha cura antes mesmo dela ser real no meu corpo. Decidi dançar todos os dias antes do Mar Vermelho se abrir, cantar e contar as maravilhas do Deus de Israel mesmo quando estava na cama urrando de dor.
Sei que a minha postura diante da adversidade é que faz com que o Pai honre a minha fé! Para que eu o honre até o dia que Ele quiser me levar.”
::Danielle Jordão

 Por erica

A ex-miss Brasil Mundo, Luciana Bertolini, relata seu encontro com Cristo

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Luciana Bertolini é pastora, apresentadora do programa “De Tudo um Pouco” junto com seu marido, Maurício Marchini, e Miss Brasil Mundo 2009. Ela pode testemunhar várias experiências com Deus pós-conversão e também de sua experiência no pastoreado. Contudo, assim como muitas pessoas pelas quais oramos hoje, Luciana viveu durante muito tempo debaixo do engano. Veja o que Deus fez na vida da apresentadora, e creia que Deus pode fazer isso e muito mais por quem você tem clamado:
“Quando era criança, queria ser como meu pai quando crescesse. Ele era presidente de um centro espírita e viajava para dar palestras sobre a religião no Brasil inteiro. Desenvolvi grande interesse em sua crença, criei o hábito de ler livros sobre o assunto e queria seguir os seus passos como médium (termo usado pelos espíritas para definir uma pessoa que ‘recebe’ os ‘espíritos’). Várias ‘entidades’ (espíritos malignos) falaram, através de outros, que eu deveria desenvolver minha ‘mediunidade’ porque teria herdado o dom do meu pai. Contudo, não queria seguir o espiritismo só por causa do meu exemplo em casa; mas buscava a explicação de tudo aquilo que acreditava.
luciana
Minha família e eu vivemos no engano durante muito tempo, até que meu pai entrou em depressão profunda. Nesta época, ele teve uma experiência pessoal com Deus e se converteu. Não reagi bem a isso e entrei em crise. Pensava: ‘Meu pai está falando agora que acredita em uma coisa totalmente diferente de tudo o que ele me ensinou? Eu aprendi tudo com ele!’. Estava na adolescência e decidi que não seguiria a nova crença do meu pai, porque já pensava por mim mesma e continuaria buscando aquilo que cria.
Apesar de afirmar que não abandonaria minha religião, minha fé no espiritismo foi muito abalada por causa do meu pai. Acabei começando uma nova busca. Um dia, fui para o meu quarto, ajoelhei e falei com Deus: ‘Eu quero a verdade que o Senhor tem para mim. Não vou acreditar em nada a não ser que tenha uma experiência pessoal, assim como meu pai teve. Preciso dessa verdade vinda de Deus. Não quero ouvir pastor, nem padre. Eu quero ouvir a verdade que o Senhor tem para mim’. A partir dali, comecei a ter várias experiências que mostravam a ‘verdade vinda de Deus’.
Certo dia, um pastor estava na minha casa orando e meu pai recebeu uma entidade. Este espírito costumava visitá-lo e era uma espécie de “guru” para mim. Tudo que precisava, eu podia pedir e ele realmente trazia mensagens de amor, esperança e tudo de bom. Como poderia desacreditar de espíritos que traziam mensagens tão lindas? ‘Isso não pode ser uma coisa ruim’, pensava. Entretanto, quando aquele espírito que antes trazia palavras tão boas encarnou no meu pai, quis destruir tudo o que via pela frente. Ele dizia: ‘Eu não quero perder esse homem, porque ele tem o dom de falar em público e persuadir pessoas’. Ao presenciar isso, percebi que durante toda minha vida tinha sido enganada.
A partir daquele momento, minha busca por Deus se intensificou. Um dia, estava andando na rua e falei com Ele: ‘Deus, meu pai sempre me fala sobre aceitar Jesus. Será que preciso disso? Porque eu acho que não preciso aceitar, já que o Senhor vê meu coração’. Logo depois, quando entrei em um ônibus, um senhor que estava sentado do meu lado me perguntou se podia ler a Bíblia para mim. Naquele momento, sabia que Deus ia usar aquele homem de alguma maneira. Ele leu Romanos no capítulo 10, versículos 9 e 10: ‘Se com a tua boca confessares que Jesus é o Senhor e em teu coração, creres que o Senhor o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Pois com o coração se crê para a justiça e com a boca se faz confissão para a salvação’, fechou a Bíblia e não disse mais nada.
Orei em pensamento, ninguém sabia o que tinha falado com o Senhor. Eu tinha certeza que o que aquele homem tinha dito era uma resposta de Deus. Aceitei a Jesus e passei a buscá-lo com mais sede ainda do que tinha quando seguia ao espiritismo”.


:: Luciana Bertolini
Texto: Natália Celle
Por Cristiane

Bianca Toledo conta sobre infância, adolescência e a cura


 Bianca Toledo






Quem olha hoje para esta linda mulher jamais poderia imaginar tudo aquilo que passou. Sua história superou barreiras territoriais, e pessoas do mundo inteiro participaram de um relógio de oração a favor dela. Seu testemunho tem impactado a muitos. Bianca esteve cara a cara com a morte, mas antes mesmo disso, em sua infância e adolescência, ela passou por problemas emocionais. A sua transformação foi completa: no corpo, na alma, no espírito.
Ela tem 35 anos, é mãe de José Vittorio (hoje com três anos de idade) e casada com Felipe Heiderich. Formada em canto lírico e popular, participou do programa “Raul Gil” e venceu o concurso promovido por ele, chamado “Usina de Talentos”, o que a levou a gravação de um CD. Ela também é fundadora do projeto Reina Brasil, que reúne músicos e compositores para usar a musicalidade brasileira para louvar a Deus. Além disso, cantou no encerramento do “Criança Esperança” em 2007, e posteriormente, em 2008, gravou um CD solo.
Hoje, após ter passado por inúmeros milagres, Bianca viaja por todo o mundo para testemunhar aquilo que Deus fez em sua vida. Aproveite para ler as linhas abaixo e conhecer um pouco mais da história dessa mulher que tem sido um exemplo do poder de Jesus.
“Tive uma adolescência e infância muito difíceis emocionalmente. Quando tinha 3 anos de idade, meus pais se separaram, e isso trouxe marcas em minha vida. Uma das marcas foi ter uma baixa autoestima, o desenvolvimento do transtorno de ansiedade e um transtorno obsessivo compulsivo por comer. Aos 12 anos de idade pesava 80 quilos. Era ridicularizada na escola e taxada como a mais feia

 Bianca Toledo participa do concurso "Usina de Talentos" do Programa Raul Gil
A minha autoimagem era conturbada de forma que até quando se tratava do meu dom musical (tinha uma voz linda e tocava instrumentos), agia de forma negativa. Via isso como um peso, porque as pessoas me pediam sempre para cantar e eu não queria. Fugia das pessoas. Tinha muita dificuldade de me relacionar por causa das feridas que permaneciam dentro de mim.
Com o passar do tempo desenvolvi também uma depressão crônica. Não tinha vontade de viver. Se alguém me perguntasse: “Você se imagina no futuro?”, eu responderia que não. Contudo, isso mudou quando conheci a Cristo.
Um dia, aos 16 anos, viajei a São Paulo para visitar meu pai. Ele havia se convertido, e me convidou para assistir ao seu batismo. Quando cheguei a sua igreja, fui recepcionada com um forte abraço e muito amor. A partir daquele momento já comecei a me sentir diferente. Eu sempre estava na defensiva, mas aquela recepção me fez sentir como ser recebida pelo próprio Deus. Aqueles que não conhecem a Cristo não têm dimensão do amor que eles podem ter! E diante desse amor, naquela noite, me apaixonei por Cristo!
Comecei a buscar ao Senhor. Frequentava aos cultos de segunda a segunda e também tinha momentos a sós com Deus. Com um mês de conversão, fui batizada com o Espírito Santo no meu quarto, enquanto orava.
Ainda na adolescência, descobri que tinha endometriose, e por isso, não podia ter filhos. Cria que o Senhor podia me curar. Deus me disse que um dia teria uma família, e eu confiei Nele. Porém, quando estava perto de completar 30 anos, comecei a pensar: “Onde está a minha família?”. Acabei fazendo como Sara e Abraão, que tentaram concretizar a promessa com suas próprias mãos, fazendo com que Abraão tivesse um filho com Hagar. Sem nem mesmo perguntar a Deus se era da vontade Dele, me casei.
O Senhor, contudo, não esqueceu sua promessa. Fiquei grávida e muito feliz, apesar dos desajustes e separação que passei no meu casamento ao longo do tempo da gestação. Orava a Deus, e Ele me revelava quem seria meu filho, como seria sua personalidade. Decorei o quarto do bebê e esperava com expectativa o dia em que ele chegaria!
Foi então que, no oitavo mês da gestação, senti uma dor muito forte no abdômen e naturalmente pensei: “O meu filho está nascendo!”. Fui ao hospital, e ao me examinarem, os médicos chegaram à conclusão de que eu não estava em trabalho de parto. Algo estava acontecendo comigo, mas nenhum médico sabia dizer o que era. Fui transferida de hospital, e a cada momento piorava de estado.
 Bianca grávida de José Vittorio
Os médicos decidiram fazer o parto do meu filho. Entrei na sala de cirurgia já inconsciente, e não pude ver meu filho nascer. Posteriormente, descobriram que meu intestino havia rompido, tive infecção generalizada e falência múltipla de órgãos. Pela medicina, eu deveria ter apenas mais 48 horas de vida, mas para a surpresa de todos, continuei viva!
Bianca Toledo
Bianca saindo do estado de coma

Fiquei em coma durante 52 dias. Passei por 10 cirurgias no abdômen e no pulmão, 300 transfusões de sangue, 2 paradas cardíacas e contraí bactérias hospitalares, inclusive, a KPC, contra a qual ainda não existe nenhum antibiótico. Todavia, enquanto estava inconsciente, era ministrada pela pastora Fernanda Brum e outras pessoas que iam me visitar. Existia uma corrente de oração por mim em vários lugares do Brasil e do mundo, e eu assimilava em sonhos aquilo que acontecia no mundo espiritual. Liberei perdão para muitas pessoas e recebi do Senhor curas interiores ainda no coma.
Quando finalmente fiquei consciente, ainda tentava assimilar aquilo que tinha acontecido comigo. Estava respirando por aparelhos e não tinha nenhum movimento no corpo. Observava o movimento no CTI, e me perguntava se um dia teria minha vida de volta.
No dia 31 de dezembro, fui transferida de hospital. Suspenderam toda a medicação que eu recebia, pensando que eu não sobreviveria mais. Entretanto, a partir daquele dia, meu corpo começou a melhorar gradativamente. A princípio ainda fazia hemodiálise, tinha feridas abertas no meu abdome, em que os médicos diziam que não havia perspectiva de fechar. Ainda não falava, mas me comunicava através de um quadro com letras, apontando para elas e formando frases.
Com o tempo, passei a respirar sozinha. Meus rins voltaram a funcionar. Os médicos diziam que era impossível um rim voltar a funcionar após dois meses parado. O meu tinha ficado quatro meses sem atividade alguma, mas o Senhor fez com que ele funcionasse! Também voltei a falar ainda com uma chamada “voz de monstro”, mas isso já era um grande milagre. Os médicos e enfermeiras que cuidavam do meu caso tiveram um encontro com Deus, e até mesmo o mais cético confessou que Deus havia interferido na minha situação.
Bianca e José Vittorio
Bianca e José Vittorio

Tive alta, já conseguindo ficar de pé e dar alguns passos usando algum apoio. Voltei para casa e finalmente conheci o meu filho, que já tinha quase seis meses de idade. As pessoas diziam que antes ele não chorava, não era como as outras crianças. Minha mãe conta que uma vez até mesmo o fez chorar, temerosa que houvesse algum problema com ele. Contudo, quando ele me viu, me reconheceu e sorriu. A partir daquele dia, se tornou uma criança como todas as outras. As pessoas diziam: “Ele estava esperando a mãe voltar para casa”. Ainda assim, não pude tocá-lo naquele momento, pois estava de quarentena em razão da colonização de bactérias.
Percorri um longo caminho de recuperação. Na época ainda não caminhava, tinha uma bolsa de colostomia, e dependia muito das pessoas. Venci muitos desafios e até mesmo tive que aprender a ser mãe novamente.
Readquiri todos os meus movimentos. Minha voz ainda hoje está em processo de recuperação, mas já consigo falar, cantar, mesmo que em voz um pouco mais baixa, e até mesmo pregar. Casei-me novamente e tive uma restauração também em minhas emoções. Creio que Deus pode ajustar qualquer casamento, mas apenas se os dois envolvidos estiverem realmente interessados nisso. O divórcio é um assunto delicado, que deve ser analisado com cuidado, e gostaria que ninguém tomasse meu caso como referência.
Hoje, o Senhor tem me levado a muitos lugares para testemunhar do que fez em minha vida, me deu uma unção de cura, e, pela graça Dele, muitas vidas têm sido transformadas! A Ele toda honra, glória e louvor!”
Bianca ToledoBianca vai a muito lugares para testemunhar o que Deus fez em sua vidaTexto: Natália Celle


Cantora Jozyanne conta como tem superado o Lúpus

“Meu cabelo caiu, tive reações na pele e cheguei a pesar 100 kg”

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Após ser diagnosticada com a doença Lupos em 2013, a cantora Jozyanne, ex-integrante do grupo Voices, ficou impedida de cantar ou fazer qualquer outro tipo de trabalho. Passou por um tratamento parecido com a quimioterapia em que seus cabelos caíram e chegou a pesar 100 Kg. Mas neste ano para testemunhar a Glória de Deus, a cantora voltou a cantar e lançou seu oitavo CD intitulado “Esperança”.
“Alguns meses depois do CD ‘Meu milagre’, em 2013 fui diagnosticada com a doença autoimune Lupos que atingiu os meus rins. Lupos é uma doença fatal e temos relatos de várias pessoas que morreram com essa enfermidade, porque ela desestrutura o organismo de tal forma que o seu próprio organismo tenta combater contra aquele órgão, como se ele fosse transplantado.
Foto: Raissa Sossai
Imagem: Raissa Sossai
Descoberta a enfermidade, a médica me proibiu de trabalhar, de fazer qualquer tipo de trabalho durante três meses. Nesse período eu não podia sair de casa, receber visitas e não poderia ter nenhum tipo de esforço porque estava com a imunidade muito baixa e precisei fazer um tratamento chamado de imunossupressão, que é um processo semelhante ao da quimioterapia. Cheguei a ter alguns efeitos desse tratamento: cabelo caiu, reações na pele, cheguei a pesar 100 quilos por causa do corticoide. Foi um tratamento muito intenso. Então enquanto era tratada, a igreja, os pastores e o Brasil inteiro se levantaram em oração pela minha vida.
No meio de tudo que estava acontecendo, em vez de questionar a Deus o motivo pelo qual estava passando por tudo aquilo, resolvi gerar o meu novo CD ‘Esperança’. Daquele tempo de deserto e de luta pude tirar uma lição, de que mesmo que a situação seja adversa, mesmo que as coisas não estejam exatamente do jeito que a gente quer ou planejou, mesmo assim Deus está no controle. Esse CD foi gerado no meio desse deserto, mas mesmo com toda essa história o Senhor me deu um repertório lindo de celebração e de louvor a Deus. Nele, eu falo que o verdadeiro adorador é aquele que consegue adorar no meio da tempestade, no meio do deserto.
O desejo do meu coração era assim: ‘Senhor enquanto estiver viva, preciso cumprir com a minha missão, preciso ser uma melhor esposa, melhor mãe, preciso deixar um legado.’ Não sabia qual era a vontade de Deus, se Deus quisesse me levar naquele momento, a minha preocupação era que precisava estar pronta. Mais do que a vontade de desistir e entregar os pontos, queria estar na vontade de Deus. Muitas vezes acho que é isso que falta em nós. O que é que Deus quer me ensinar através disso? Porque muitas vezes não é para morte e sim para o crescimento, então nós precisamos diferenciar o que é para crescimento e o que é para edificar a fé das pessoas.
Ainda vou retornar ao médico para fazer o último exame, porque a doença em si não tem cura, mas para Deus não existe nada impossível. Mesmo assim, o
Imagem: Divulgação
Imagem: Divulgação
meu trabalho já voltou totalmente ao normal, meu CD está aí e é uma bênção; tem sido conforto para muitas pessoas, e isso é o mais importante. Sei que hoje com o diagnóstico que recebi, realizo coisas que muitas pessoas que têm, não conseguem realizar. A mensagem que eu quero passar para as pessoas por meio desse álbum é que elas não devem desistir ou abandonar o Senhor por vivenciarem situações adversas. Deus está no controle.
Creio que estou aqui para edificar a fé de muitas pessoas, para chegar e lhe incentivar ‘não desista, vai mais um pouquinho! Vamos, levanta aí, porque o Senhor vai lhe fazer muito mais forte’. Então, você que está lendo essa matéria, creia e veja em cada obstáculo, em cada luta da sua vida uma oportunidade de ser uma melhor pessoa, de ser um melhor adorador”, concluiu.

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Anderson Freire conta sua trajetória de milagres e dificuldades



“Ressuscita-me”, “Sou Humano” e “Raridade” carregam duas características em comum; a primeira é que elas são sucesso no segmento da música cristã e segundo que ambas são composições do artista Anderson Freire. Caçula de quatro irmãos, o compositor começou a se relacionar com Deus aos 9 anos, quando aceitou Jesus. Na infância vivenciou junto à sua família dificuldade financeira, por isso, deixaram a cidade de Monte Alegre e foram para Cachoeira do Itapemirim, onde com 16 anos começou a trabalhar em um estúdio de gravação. “Foi nessa época que comecei a aprender música. Interessei-me pela área da composição, e a compor jingles, o que me ajudou muito”.
Foi na infância também que Anderson, junto aos irmãos, tocava violão em casa ou nas igrejas. Esse período foi uma confirmação de Deus a respeito do seu ministério: “Sempre cresci olhando para os meus irmãos, e acredito que nesse tempo o Espírito Santo estava potencializando o nosso talento na área do louvor. Eu chegava a ficar ansioso para cantar ao lado deles”.
Mesmo já compondo e cantando, aos 25 anos recebeu uma promessa de Deus que mudou sua vida. “Enquanto trabalhava recebi uma promessa do Senhor em que eu seria compositor e que estaria em uma gravadora em um ano. E tudo isso aconteceu quando completei 26 anos de idade. Passei a compor e fui convidado pela gravadora a gravar um disco”.
Anderson Freire / Foto: Internet

Quando surgiu a oportunidade de gravar o disco solo, ele decidiu que gravaria primeiramente com os irmãos. “Decidi que gravaríamos juntos. A gravadora concordou e nos tornamos a banda Giom. Gravamos dois discos. Depois dos lançamentos, tive o prazer de ter o meu primeiro disco solo, ‘Identidade’”.
Enquanto produzia o CD “Identidade”, Anderson compôs músicas de muito sucesso como “Advogado Fiel”, “Ressuscita-me”, “Não é tarde” “Eu quero descer” e “Fidelidade” para grandes cantores gospel. “Compus essas canções para abençoar vários cantores, porque a composição é como se fosse uma chave para abrir as portas, e Deus abriu as portas para mim por meio delas”.
Anderson explica que suas músicas surgem da intimidade e dependência de Deus. “Minha história é baseada em um relacionamento com Deus. É com o resultado disso que componho”.
Além das composições de destaque, o cantor já recebeu pelos CD’s importantes certificados de venda dentro da indústria musical. O “Identidade” ganhou o “Disco de Platina Duplo” e o “Raridade” conquistou o “Disco de Diamante”. Além dos CDs, o DVD “Essência” recebeu o “Disco de Ouro”.

 Ministração do Anderson Freire na Lagoinha / Foto: Arquivo pessoalDentre tantos sucessos, o CD “Raridade” também marcou a sua vida. “Uma vez me convidaram para ir a um presídio, mesmo não querendo, fui. Quando cheguei lá, Deus começou a transformar áreas da minha vida que não tinham sido tocadas. E a partir dali, o Senhor me deu a canção “Raridade”, para falar do valor da alma”.
Com uma carreira brilhante, Anderson carrega consigo muitos testemunhos mas, para ele, o melhor do seu trabalho é ver as pessoas salvas: “Canto para todo mundo, porque nunca sei como está o coração de alguém, mesmo dentro da igreja. E para mim não existe testemunho maior que a salvação de alguém”.
O compositor é casado com Raquel Franco e pai de Gustavo de cinco anos. “Tenho a mulher mais linda de toda a história e um filho maravilhoso”. Além de ser grato por sua família, Anderson testemunha a fidelidade de Deus quando se tornou pai. “Tinha dificuldade para gerar filho, e Deus não mudou o cenário, Ele mudou a minha vida, porque continuo com dificuldades, mas Deus me deu um filho. Tenho um milagre para contar e a melhor coisa é exatamente essa. Deus não é Deus por que me deu um filho, mas por que Ele é Deus em minha vida”.

 Anderson com sua esposa Raquel e seu filho Gustavo / Foto: Arquivo pessoal
Em meio a tanto crescimento, ele mede o alcance das suas músicas, mas acredita que Deus está fazendo algo: “Não preciso ver o que Deus está fazendo no mundo por meio das minhas canções, só preciso acreditar na história e crer que Ele está agindo”.
Mesmo com o reconhecimento, decidiu manter a consciência de que a glória só pertence a Deus. “Deus não fez ninguém para assumir o primeiro lugar. Toda vez que o ser humano sente a sensação de estar no primeiro lugar, ele vai para o terceiro, para o quarto. Então, mantenho os pés no chão e sempre agradeço a Deus, pois não sou eu quem faço, é Ele quem faz. É a Graça do Senhor que me sustenta. Estou aproveitando tudo o que está acontecendo como uma oportunidade de anunciar o amor de Deus”.

 Por Raissa Sossai

Vida Cristã

“Chorei todas as noites durante o meu primeiro ano de casamento”, diz Eyshila

Confira a emocionante história de libertação das drogas na vida de Odilon Santos, contada pela cantora Eyshila

“Aos 17 anos conheci meu marido. Ele era filho do então pastor presidente da igreja, José Santos, e vinha de uma família muito querida. Depois de um tempo, decidimos começar um namoro. Para mim era um sonho se concretizando, mal sabia o que me aguardava. Com o passar do tempo fui percebendo algumas atitudes diferentes. Ele faltava a alguns compromissos, chegava atrasado, e às vezes percebia um cheiro diferente na sua roupa, como de cigarro. Foi então que após um ano de relacionamento descobri que ele era viciado em drogas.
Como não sabia muito sobre esse assunto, jamais imaginei que ele fosse usuário. Ele vinha de uma família muito respeitada e acreditava que drogados fossem ladrões das quais a gente precisava se afastar. Entrei em crise! Sua irmã veio até mim me contar todo seu caso. Disse que quando ele desaparecia era por que estava no “morro” (local onde são vendidas as drogas) e, às vezes, ficava por lá, durante três dias. Contou que ele era viciado em cocaína e como eu era muito nova, deveria pensar se realmente valia a pena namorá-lo. Mesmo com a minha decepção achei que poderia ajudá-lo a “sair” dessa. Não contei nada a ninguém e fui suportando a situação, mas com o passar do tempo as pessoas foram percebendo.
Depois ele se internou em uma clínica, nessa altura da história meus pais já haviam ficado sabendo do caso dele. Ao sair do centro de recuperação, teve uma melhora sensível e decidimos noivar. Meus pais apoiaram porque ele era uma pessoa muito boa. No entanto, passados algum tempo teve uma recaída (retorno ao uso de drogas). Não suportei e acabei terminando o noivado.
Ficamos dois anos separados, e foi um tempo em que eu me afastei da presença de Deus e me rebelei. Fui conhecer o “mundo” mesmo cantando no grupo Altos Louvores. Passei a ter uma vida dupla. Era como se a minha revolta estivesse superado o meu temor a Deus. Cantava na igreja e depois dançava na boate (É triste porque isso acontece muito hoje na Igreja).


E então, um dia estava ministrando em Curitiba e Fernanda Brum bateu na porta do quarto durante uma apresentação e disse: “Gente, vocês devem me achar uma mulher louca, mas Deus me pediu para bater aqui e pedir para ser amiga de vocês.” Quando ela fez isso fiquei com “cara de paisagem” juntamente com minha irmã Liz Lanne, mas eu conhecia a Fernanda de longe e sabia que ela era uma mulher de Deus.
Uma vez a ouvi dizer assim: “Eu amo muito o Espírito Santo e tenho muito medo de decepcioná-lo, porque só eu sei de onde Ele me tirou.” Ao ouvi-la, pensei comigo mesma: “Quem é o Espírito Santo afinal de contas?”, “Onde estava ele quando eu passei por tudo aquilo?”, “ Por que ela tem toda essa intimidade com Deus e eu com tantos anos de crente não tenho?”
Então Deus nos uniu em uma amizade muita bonita e nunca mais nos separamos. Passamos a fazer reuniões de oração e comecei a me envolver mesmo com Deus. Foi quando realmente me posicionei em fé. Orávamos no “quarto rosa” da Fernanda. Lá era realmente tudo rosa, as cortinas, a cama, as paredes (lembra sorrindo). Clamávamos a Deus pela vida dos nossos futuros maridos. Éramos solteiras, mas toda jovem sempre sonha em se casar e ora por esses motivos.



 




Já havia passado dois anos desde que tinha me separado do Odilon, quando numa tarde ele passou de carro em frente a minha casa e entrou para me cumprimentar. Quando o vi entrando pela porta, com o coração acelerado, percebi que não o havia esquecido. Depois ele me ligou convidando para jantar.
Ele me disse que estava à procura de uma esposa e decidimos orar para saber a direção de Deus. Enquanto orava pelo nosso relacionamento, Deus me orientou a pedir perdão a uma mulher que havia profetizado na minha vida e na época não havia crido. Fui a casa dela durante a reunião de oração e pedi desculpas.


Quando estava saindo, ela me disse que tinha um recado de Deus para mim: “Você não precisa temer em relação ao homem que você está orando. Fique confiante, porque Deus tem grandes planos para vida de vocês”. Fiquei gelada da cabeça aos pés, porque não havia contado nada a ninguém. Odilon e eu estávamos orando secretamente.
Esperei que Deus confirmasse também no coração dele sem contá-lo da profecia. Quando ele recebeu a resposta de Deus, resolvemos nos casar. Faltavam dois meses para unirmos as alianças, quando ele teve novamente outra recaída. A pior de todas. Não contei nada a ninguém e me casei acreditando na promessa que Deus estaria conosco.
Então, no dia 9 de dezembro de 1995, nos casamos. Desta data até completar um ano de casada, chorei todas as noites. Logo quando nos casamos ele disse: “Já tentei sair das drogas, tentei, e não vou conseguir sair nunca. Então você decide ficar casada com um viciado ou se separa. Não vou largar as drogas. Eu gosto e me sinto bem. Tanta gente no meio artístico consegue continuar vivendo assim, então, vamos conseguir.”
Ouvir isso foi a pior afronta que já recebi na minha vida! Era como se o diabo estivesse falando comigo. Então, percebi que a minha luta não era contra o meu marido, mas contra o diabo. Precisava usar armas mais poderosas do que brigar e argumentar, precisava fazer uso da oração.
Eyshila e o marido durante Lua de Mel

Também tomei a decisão de ser a mulher mais amorosa do mundo. Pensei comigo mesma: “Vou ser disponível, vou fechar todas as brechas, vou orar e jejuar.” Então deixei de ouvir música secular e assistir novelas. Quebrei todos os meus CDs não cristãos. Deus colocou no meu coração que eu precisava encher a minha casa de adoração.
Passei a limpar a casa orando e consagrando tudo a Deus. Peguei inúmeras vezes trouxas de drogas e jogava no vaso sanitário. Com o passar do tempo deixei de jogar fora e pedi a ele que usasse dentro de casa. Achava mais seguro, ele usar em casa do que ser pego na rua. Então, enquanto ele usava drogas, eu ficava no quarto orando e intercedendo pela vida dele.
Às vezes, acordava de madrugada e Deus pedia para eu orar por ele ou buscá-lo na rua. Eram livramentos de morte que o Senhor estava dando ao meu marido. Decidi que não compartilharia nada do que estava vivendo com ninguém. Porque o Senhor havia dito ao meu coração que eu perdoaria meu marido quando ele fosse liberto, mas as pessoas de fora continuariam com raiva. Não queria expô-lo, por isso me calei.
As pessoas percebiam que algo estava errado, mas não comentavam nada sobre o assunto. A Fernanda Brum sempre me enviava cartas de consolo, sem saber o que acontecia de fato. Com todas essas coisas que estava vivendo, passei a me dedicar na obra. Servia incansavelmente nos ministérios. Queria encontrar forças na casa de Deus para vencer as lutas que estava vivendo. Sentia-me cuidada e amada na igreja. Percebia que Deus estava me preparando para o meu ministério.

No meio de tudo isso, recebi o convite de gravar meu primeiro CD pela MK Music. Uma das músicas que estaria no novo CD seria a canção “Tira-me do vale”. Então fui ao banheiro da gravadora e disse a Deus: “Como eu vou cantar essa música se ela ainda não é verdade na minha vida? Como vou cantar essa canção se eu tenho vivido no vale desde o início do meu casamento? Dá-me um sinal de que há esperança. Eu não aguento mais!”
Depois de ter cantado a música, senti que Deus faria algo. Então cheguei em casa de madrugada e ele novamente não estava (geralmente estava no morro neste horário). Mesmo não o vendo no nosso lar, senti uma confiança no coração. Deus havia me consolado de uma forma especial durante a minha oração. O Espírito Santo me tocou para orar pela vida dele.
Fiquei em oração por ele. Quando deu três horas da manhã, ouvi o barulho do carro chegando no estacionamento. Ele havia chegado totalmente atordoado. Havia tido um problema no “morro” e estava decidido a morrer. Saiu de lá com o carro em alta velocidade. Então, ele entrou no quarto e ajoelhou ao lado da minha cama e disse: “Eyshila, é para você orar pedindo a Deus para me levar ou me libertar, porque do jeito que estou eu não aguento mais.”
Então, fiz essa oração de entrega. Foi horrível porque eu não queria que Deus o levasse, mas fiz como ele havia pedido. Depois desse incidente, ele foi para um retiro espiritual e eu fiz uma viagem para Macapá. O local onde meu marido estava não tinha telefone, então não tinha como me comunicar com ele, sendo assim, ficamos quatro dias sem nos falar. Fiquei todo esse tempo em oração. Fiquei receosa se no momento em que chegasse o encontraria morto porque ele poderia fugir do sítio e voltar para o morro.
Em uma das noites do congresso em Macapá, uma mulher se levantou colocou as mãos na minha cabeça e disse: “Por que se preocupa com quem você deixou em casa? Quando você voltar terá uma grande surpresa e Deus os usará muito!” Naquele momento percebi que realmente era Deus que estava no controle e que não podia fazer nada.
Quando voltei para casa, vi que o Odilon não estava em casa. Meu coração estava acelerado, porque mesmo tendo uma palavra de Deus, tinha receios dele estar no morro. Fui até a casa de sua mãe, e vi que estavam todos reunidos. Havia muita alegria e presença de Deus na casa. Olhei para o Odilon e vi que ele era uma outra pessoa. Havia sido renovado no Espírito Santo e liberto de tudo.
Odilon, Eyshila e os dois filhos
Desde aquele dia, ele nunca mais usou drogas, já faz 16 anos. Em seguida foi consagrado a diácono e depois a pastor. Nossa vida foi transformada e tivemos dois filhos. Hoje dirige uma filial da nossa igreja e o ajudo com o trabalho ministerial.
Gravei recentemente a música “Profetiza”, do CD “Jesus, o Brasil te adora” como homenagem aos pais do Odilon que sofreram tudo isso durante o período em que ele usava drogas. Faz referência também a todas as famílias que têm sofrido esse dilema diariamente.”

Assista ao clipe da música “Profetiza”


*Queridos internautas, o testemunho da irmã Eyshila é para edificar sua vida mostrando a fidelidade de Deus, no entanto baseie sua fé na Palavra de Deus. Testemunhos são experiências particulares que não podem ser usados como padrão para ação de Deus na sua vida. Deus tem uma forma particular para agir na vida de cada pessoa do corpo de Cristo.
::Eyshila Santos
Adaptação: Érica Fernandes